Oi, Soledad! Sou eu de novo!
Me traz uma garrafa de cerveja,
um cigarro e um quadro pra olhar.
De batom na boca, delineador nos olhos,
pouco importa meu mal estar emocional.
Continuo impecável, fingida.
A máscara de pó até esconde marcas
de noites sem dormir
por pensar de mais nos outros
e não em mim.
Mas a expressão não engana.
Sobrancelhas franzidas
costas curvadas
olhar baixo e distante.
E o copo ficou vazio
O cigarro morreu nos meus dedos
O celular já não toca mais há semanas
Por enquanto só tenho o meu silêncio
tentando escutar no meu mais profundo âmago
a voz da esperança, mesmo que apenas seja um sussurro
Nenhum comentário:
Postar um comentário