quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Oi, Soledad! Sou eu de novo!
Me traz uma garrafa de cerveja,
um cigarro e um quadro pra olhar.

De batom na boca, delineador nos olhos,
pouco importa meu mal estar emocional.
Continuo impecável, fingida.
A máscara de pó até esconde marcas
de noites sem dormir
por pensar de mais nos outros
e não em mim.
Mas a expressão não engana.
Sobrancelhas franzidas
costas curvadas
olhar baixo e distante.

E o copo ficou vazio
O cigarro morreu nos meus dedos

O celular já não toca mais há semanas

Por enquanto só tenho o meu silêncio
tentando escutar no meu mais profundo âmago
a voz da esperança, mesmo que apenas seja um sussurro

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